Flávia Leme

Mulheres Recipientes


Emoção. Flávia se emociona ao narrar um trecho do livro Mulheres que correm com os lobos para as participantes da oficina intitulada, por ela, Mulheres Recipientes. É nítido ver o quão verdadeiro é o que Flávia apresenta: o barro, a mulher e a ancestralidade.

A oficina conduzida por Flávia é uma extensão da sua pesquisa, que tem início na graduação de arte em 2000, e é pra ela a realização de um sonho "lidar só com mulheres, falando de mulheres com barro".

A arte e a pesquisa da artista diz muito sobre se fortalecer por meio da compreensão de si. Ela começa de forma intuitiva transferindo para peça de barro 'mulher oca' o vazio de uma relação abusiva. Dessa peça surgiu uma série, uma primeira série de Mulheres Recipientes que posteriormente viraria o seu mestrado.

Próximo a defesa da sua dissertação, Flávia perde a mãe o que desencadeia uma série de questões profundas e não visitadas até então. Cerca de 4 anos depois uma nova pesquisa surge ainda com a temática do ser mulher, agora, o seu doutorado. Ao revisitar todo o seu processo até ali, e as relações com a mãe e a morte, Flávia se perde, e é então resgatada pelo fazer de uma peça, por nós, vista com sacralidade e de aura mágica: 'Ninfa' , uma vulva alada.

A artista nos apresenta a peça 'Ninfa' com cuidado, ela é parte do seu altar e símbolo de um processo de cura e reencontro. Foi no rito de moldar 'Ninfa', e após sua queima derramar o próprio sangue menstrual nela, completando a ação ritualística ancestral feminina que Flávia direciona sua pesquisa às questões da ancestralidade, do feminismo e do ritual.

Agora, como orientadora dos formandos em cerâmica na Escola Guignard, UEMG, Flávia experimenta fortalecer o fazer de outras artistas ao reconhecer no processo criativo algo que vai além da própria arte, que possibilita transformação e assimilação de histórias. Numa ação direta, Flávia se doa pelo afeto, pelo contato, pela presença, pela escuta, pela entrega. Indiretamente, ela doa a partilha, o processo, a pesquisa com a generosidade de permitir fruir cada um a seu modo contribuindo nas pesquisas e nas visitas de outras mulheres com elas mesmas.

Um trabalho cuidadoso que vale a pena ser visto e vivenciado por aquelas que buscam conexão. "A gente precisa se reconectar e o barro propicia isso".




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